quinta-feira, 27 de setembro de 2012
Carruagem em ponte estaiada de SP chama a atenção para a mobilidade urbana
O trânsito de São Paulo, símbolo mais evidente do problema de mobilidade que as cidades do Brasil enfrentam hoje, acaba de ganhar um novo veículo. Ele é diferente dos milhares de carros que chegam às ruas de São Paulo todos os dias. Na verdade, trata-se do resgate de um veículo antigo, uma carruagem puxada por quatro cavalos só que com concepção do artista plástico Eduardo Srur*.
Conhecido por realizar obras que remetem a problemas da cidade, Srur propõe uma reflexão sobre as formas de transporte utilizadas em São Paulo. O local escolhido para a instalação desta obra, esculpida em escala real, foi a ponte estaiada sobre o Rio Pinheiros, a 30 metros de altura. Para o artista, a ponte não resolve o problema de mobilidade da cidade.
A proposta é alertar para a situação de caos que são Paulo atingiu com muitos carros em circulação, muitas vezes transportando uma única pessoa. Srur diz que seu papel é transformar o olhar das pessoas sobre a cidade.
Sua provocação foi enfatizada no último dia 19/9, véspera do Dia Mundial sem Carro, quando promoveu competição entre uma carruagem – puxada por um cavalo e na qual ele estava, na ciclovia da marginal – e um mini Cooper conversível – dirigido pelo piloto de Stock Car Ingo Hoffman na pista expressa. O resultado? Empate técnico.
Não é de se espantar? O que você achou desta intervenção urbana? Comente aqui!
*Eduardo Srur http://eduardosrur.tumblr.com/
Fonte: Planeta Sustentável (Foto: Eduardo Srur)
Designer italiano cria forno que transforma água salgada em potável
Com uma tecnologia simples, o designer italiano Gabrielle Diamanti desenvolveu um produto capaz de dessalinizar água salgada e transformá-la em água potável. O Eliodomestico, como é chamado o projeto, levou 7 anos para ser concluído e já participou de exibições na Itália, França e Espanha.
A invenção é uma espécie de forno cerâmico dividido em três
partes.
A água salgada é armazenada em um recipiente preto.
Com o calor do sol,
o vapor de água é empurrado por pressão e condensado.
Por meio de um tubo, escorre para a bacia de coleta.
Por meio de um tubo, escorre para a bacia de coleta.
O Eliodomestico não usa eletricidade, não tem filtros,
possui manutenção simples, pode ter bom impacto para a economia local (e nenhum
para o meio ambiente), e tem capacidade de dessalinizar até 5 litros de água em
um dia. Segundo o site oficial do designer, o produto é feito de materiais
largamente usados e disponíveis e as tecnologias envolvidas na produção são
simples e populares. O custo estimado é de 50 dólares. Fonte: Superinteressante (Imagens: Divulgação)
Veteranas de Guerra: ONG condecora árvores centenárias que sobreviveram à urbanização de São Paulo

Para chamar a atenção da população para a importância do verde nas cidades, a SOS Mata Atlântica lançou a campanha “Veteranas de Guerra”, que condecorou com medalhas e placas de bronze 20 árvores centenárias de São Paulo que resistiram à urbanização descontrolada da capital paulista
Originalmente coberta 100% pela vegetação da Mata Atlântica,
a cidade de São Paulo possui hoje apenas 17,5% do bioma em seu território. A
perda do verde na capital paulista aconteceu, sobretudo, por conta da
urbanização desordenada e para chamar a atenção dos cidadãos para isso, a
Fundação SOS Mata Atlântica lançou a campanha Veteranas de Guerra. Com a consultoria de Ricardo Cardim, biólogo, ambientalista
e fundador da Associação Amigos das Árvores de São Paulo, a ONG escolheu 20
das mais antigas árvores da capital paulista para serem condecoradas por
resistirem às ações do homem. As plantas, espalhadas por diferentes regiões de
São Paulo, receberam medalhas de honra e placas de bronze em agradecimento aos
serviços prestados à população.
Entre as espécies centenárias escolhidas pela SOS Mata
Atlântica estão jatobás, ceboleiros, figueiras e jequitibás. A mais antiga árvore que participa da campanha é a Figueira das Lágrimas, localizada no Sacomã, na zona sul da
capital. Com mais de 200 anos de idade, a planta está em um local onde, no
século 19, havia uma estrada que ligava o Porto de Santos a São Paulo. Segundo
a SOS Mata Atlântica, até mesmo Dom Pedro I passou por essa figueira antes de
proclamar a Independência em 1822.
Participe!
No site Veteranas de Guerra, além de conhecer as 20
plantas condecoradas, o internauta pode denunciar locais onde as
árvores estão esquecidas. Basta fotografar a planta que está mal cuidada e
enviar a foto para a SOS Mata Atlântica, junto com um formulário. A denúncia
será enviada, por e-mail, aos responsáveis pela preservação do meio ambiente da
sua cidade para que a situação seja resolvida e você se tornará padrinho e
monitor daquela árvore.
Acesse: http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/ambiente/veteranas-guerra-arvores-centenarias-sao-paulo-sos-mata-atlantica-703067.shtml
Águia ganha bico feito em impressora 3D
A águia Beauty perdeu a parte superior de seu bico após ser baleada. Sua vida só voltou ao normal quando ela recebeu uma prótese feita em uma impressora 3D.
Beauty foi baleada na face em 2005 por um caçador. Os voluntários do grupo Birds of Prey Northwest, dos Estados Unidos, resgataram a águia. Eles imaginavam que o bico se recuperaria novamente, da mesma forma como as garras crescem ao longo da vida.
Porém, o dano foi tão intenso que o corpo de Beauty não conseguiu se regenerar. A águia precisava da ajuda de humanos para se alimentar. Depois de alguns anos, os voluntários pensaram em sacrificar Beauty para que ela parasse de sofrer.
Até que o especialista em aves de rapina Jane Cantwell teve uma ideia. Ele reuniu um time de engenheiros e dentistas para recriar uma prótese de bico para a águia com ajuda de um software de CAD e uma impressora 3D.
O projeto levou mais de um ano para ser concluído. Após uma cirurgia de 2 horas, Beauty conseguiu recuperar sua independência e agora já pode se alimentar sozinha e até mesmo se limpar.
Fonte: Planeta Sustentável (Foto: Reprodução)
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
'Robô-surfista' vai ajudar a monitorar tubarões brancos no oceano Pacífico
Equipamento é movido a energia solar e propulsão das ondas.
Intenção de cientistas é criar rede de informações sobre vida marítima.
Uma equipe da Universidade de Stanford desenvolveu um "robô-surfista" para ajudar a monitorar tubarões-brancos e outros animais marinhos na costa de São Francisco, na região oeste dos Estados Unidos. O equipamento, movido a energia solar e à propulsão da energia das ondas, vai atuar integrado a outros aparelhos instalados em boias pelas águas do litoral.
A ideia é captar sinais sonoros emitidos por animais localizados a até 305 metros da costa. Os dados vão ser analisados por uma equipe da universidade em terra. Os cientistas pretendem criar uma rede marítima de dados, em que a movimentação de predadores e presas vai ser monitorada por uma série de "pontos de wi-fi oceânicos" atracados em boias e por outros "robôs-surfistas".
Os robôs serão responsáveis por captar ondas de som emitidas por dispositivos presos aos corpos de vários tubarões, diz a professora da Universidade de Stanford Barbara Block.
O objetivo é usar a tecnologia para aumentar a capacidade de observar o oceano e calcular a população dos animais, melhorar as técnicas de pesca controlada e monitorar a resposta dos bichos às mudanças climáticas, de acordo com a cientista.
Block avalia que inicialmente só uma parte da costa dos EUA está sendo monitorada. Em alguns anos, a expectativa da professora é "conectar" toda a costa oeste do país, reunindo informações de animais que vão desde peixes de tamanho médio até os grandes predadores como o tubarão branco.
Fonte: G1 - (Foto: Kip Evans/Universidade de Stanford/Divulgação)
Uma equipe da Universidade de Stanford desenvolveu um "robô-surfista" para ajudar a monitorar tubarões-brancos e outros animais marinhos na costa de São Francisco, na região oeste dos Estados Unidos. O equipamento, movido a energia solar e à propulsão da energia das ondas, vai atuar integrado a outros aparelhos instalados em boias pelas águas do litoral.
A ideia é captar sinais sonoros emitidos por animais localizados a até 305 metros da costa. Os dados vão ser analisados por uma equipe da universidade em terra. Os cientistas pretendem criar uma rede marítima de dados, em que a movimentação de predadores e presas vai ser monitorada por uma série de "pontos de wi-fi oceânicos" atracados em boias e por outros "robôs-surfistas".
Os robôs serão responsáveis por captar ondas de som emitidas por dispositivos presos aos corpos de vários tubarões, diz a professora da Universidade de Stanford Barbara Block.
O objetivo é usar a tecnologia para aumentar a capacidade de observar o oceano e calcular a população dos animais, melhorar as técnicas de pesca controlada e monitorar a resposta dos bichos às mudanças climáticas, de acordo com a cientista.
Block avalia que inicialmente só uma parte da costa dos EUA está sendo monitorada. Em alguns anos, a expectativa da professora é "conectar" toda a costa oeste do país, reunindo informações de animais que vão desde peixes de tamanho médio até os grandes predadores como o tubarão branco.
Fonte: G1 - (Foto: Kip Evans/Universidade de Stanford/Divulgação)
Brasileiras no MIT estudam novo combustível criado a partir de CO2
Duas cientistas brasileiras integram a equipe do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês) que estuda como produzir isobutanol, um álcool que pode substituir ou diminuir o uso da gasolina em automóveis e outros veículos, usando o gás carbônico, um dos responsáveis pelo aquecimento global.
Trabalhando há dois anos com a pesquisa, Cláudia Gai, de 33 anos, está fazendo no MIT o seu segundo pós-doutorado. O primeiro ela fez na França, no Instituto Nacional de Ciências Aplicadas de Toulouse. Para chegar ao isobutanol, ela e os outros cientistas manipularam os genes de uma bactéria encontrada no solo, a Ralstonia eutropha, para que ela fosse capaz de produzir o álcool. Fonte: G1 - (Foto: Cláudia Gai/MIT/Arquivo Pessoal)
Leia mais: http://g1.globo.com/natureza/noticia/2012/09/brasileiras-no-mit-estudam-novo-combustivel-criado-partir-de-co2.html
LITORAL DO PAÍS PERDEU 80% DE RECIFES DE CORAIS EM 50 ANOS, DIZ ESTUDO
Estudo inédito mapeou ecossistema existente no Nordeste do Brasil. Poluição
urbana e extração ilegal de corais ameaçam organismos.
Fonte: Globo
Foto: Divulgação/Zaira Matheus
Estudo inédito realizado que
monitorou a saúde dos recifes de corais aponta que nos últimos 50 anos o país
perdeu cerca de 80% desse ecossistema devido à extração e à poluição doméstica
e industrial. O restante existente está ameaçado pelos efeitos da mudança
climática.
O primeiro “Monitoramento de
recifes de corais no Brasil”, executado de 2002 a 2010 pela Universidade
Federal de Pernambuco (UFPE) e pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), aponta
os recifes que existem próximo a grandes
metrópoles do Nordeste, região onde se concentra esse ecossistema, são os mais
prejudicados.
Os dados do estudo foram
divulgados durante a sétima edição do Congresso Brasileiro de Unidades de
Conservação, realizado em Natal (RN) pela Fundação Grupo Boticário, em 24/9
último.
Coordenado pela professora
Beatrice Padovani, do Departamento de oceanografia da UFPE, o monitoramento
constatou a presença de recifes de corais desde a costa nordeste do Rio Grande
do Norte até o Sul da Bahia, se espalhando por cerca de 2 mil km do litoral
brasileiro.
MATERNIDADE ESTELAR
Fonte: Inovação Tecnológica
Imagem: ESO
Uma nova imagem obtida no Observatório de La Silla do ESO
mostra parte de uma maternidade estelar conhecida como a Nebulosa da Gaivota. Esta
nuvem de gás, cujo nome formal é Sharpless 2-292, parece ter a forma de uma
cabeça de gaivota e brilha intensamente devido à radiação muito energética
emitida por uma estrela jovem muito quente que se situa no seu centro.
As nebulosas encontram-se entre os objetos visualmente mais
impressionantes do céu noturno. São nuvens interestelares de poeira, moléculas,
hidrogênio, hélio e outros gases ionizados, onde novas estrelas estão nascendo.
Embora estas nebulosas apresentem diferentes formas e cores, muitas
compartilham uma característica comum: quando observadas pela primeira vez, as
suas formas estranhas e evocativas soltam a imaginação dos astrônomos, que lhes
dão nomes curiosos. Esta região de formação estelar, a qual se deu o nome de
Nebulosa da Gaivota, não é exceção.
A nova imagem mostra a parte da cabeça da Nebulosa da
Gaivota. É apenas uma parte de uma nebulosa maior conhecida formalmente como IC
2177, que abre as suas asas com uma extensão de mais de 100 anos-luz e se parece
com uma gaivota em pleno voo. Esta nuvem de gás e poeira situa-se a cerca de
3.700 anos-luz de distância da Terra. O pássaro inteiro pode ser melhor
imaginado em imagens de campo amplo.
A Nebulosa da Gaivota situa-se na fronteira entre as
constelações do Unicórnio e do Cão Maior, próximo de Sirius, a estrela mais
brilhante do céu noturno. A nebulosa situa-se a mais de quatro centenas de
vezes mais distante do que a famosa estrela.
O complexo de gás e poeira que forma a cabeça da gaivota
brilha intensamente no céu devido à forte radiação ultravioleta emitida
principalmente por uma estrela brilhante jovem - HD 53367 - a qual pode ser
vista no centro da imagem e que poderia ser considerada como o olho da gaivota.
A HD 53367 é uma estrela jovem com vinte vezes a massa do
nosso Sol. Está classificada como uma estrela Be, o que significa que é uma
estrela do tipo espectral B com linhas proeminentes de emissão de hidrogênio no
seu espectro. Esta estrela tem uma companheira com uma massa de cinco vezes a do
Sol, numa órbita extremamente elíptica.
terça-feira, 25 de setembro de 2012
DESIGNER URBANO DE NY DEFENDE PRÉDIOS MAIS ALTOS EM SP
O debate sobre a verticalização de São Paulo costuma acirrar
ânimos. Defensores dizem que uma cidade compacta, com alta densidade de
residências, escritórios e serviços em uma área com infraestrutura suficiente,
aumenta a qualidade de vida. Do outro lado, há quem diga que essa proposta só
aumenta os problemas urbanos já existentes.
O designer urbano Thaddeus Pawloski, que trabalha no
Departamento de Planejamento da Cidade de Nova York e foi um dos palestrantes
de ontem do evento Arq.Futuro, acredita que São Paulo poderia ser uma cidade
melhor se desse mais atenção ao primeiro grupo.
"Áreas no centro da cidade, onde há bastante emprego e
pouca gente morando, poderiam ser muito mais verticalizadas do que são. Grandes
prédios aproximam pessoas do seu trabalho e aumentam o fluxo de pedestres nas
ruas, o que incentiva o comércio e diminui a sensação de insegurança",
afirmou Pawloski.
O designer urbano disse que ficou surpreso ao saber que, na
capital paulista, o limite de área útil que um prédio poder ter é apenas quatro
vezes o tamanho do terreno. "No Empire State Building, em Nova York, esse
coeficiente é de 30 vezes. Em áreas próximas de grandes estações de transporte,
isso poderia ser a regra", contou. Pawloski defendeu medidas que deem
prioridade ao pedestre e criem boas sensações ao se caminhar pela cidade. / Fonte:
Estadão
Brasil adere a consórcio internacional de pesquisas marinhas
O Brasil juntou-se a um esforço internacional de pesquisas marinhas.Agora, o consórcio IODP (Integrated Ocean Drilling Program- Programa Integrado de Perfuração Oceânica) já conta com 26 países membros. O objetivo do projeto é documentar as alterações ambientais no fundo do mar, monitorando e coletando amostras de várias partes dos oceanos em todo o planeta.
Como o nome do programa indica, uma das principais atividades consiste na perfuração do leito dos oceanos para coleta de amostras.
A bordo de navios científicos especializados em perfuração, os cientistas pretendem avançar na compreensão da Terra através da perfuração e coleta de testemunhos de sondagem, monitorando e documentando processos terrestres, ciclos da parte sólida da Terra, a biosfera de subsuperfície e a geodinâmica.
Terremotos e tsunamis
A primeira expedição do IODP contando com pesquisadores brasileiros terá início no mês que vem, na costa da Costa Rica. Os cientistas querem aprender mais sobre os processos que provocam terremotos de grande porte, eventualmente provocando tsunamis. Farão isso investigando uma zona de subducção erodida, uma zona onde a crosta da Terra está retornando para o manto por uma erosão submarina - uma espécie de voçoroca marinha.
A associação do Brasil ao consórcio, patrocinado pela CAPES, permitirá o envio ao exterior de jovens pesquisadores, através do programa Ciência Sem Fronteiras. Fonte: Inovação Tecnológica/Imagem: John Beck
quinta-feira, 14 de junho de 2012
Primavera com qualquer tempo
Jardins e
quintais estão se tornando raridade. Pensando na falta de verde em casas e
apartamentos, a paisagista islandesa Dagný Bjarnadóttir criou em parceria com a
empresa Furnibloom móveis incomuns que trazem a primavera para dentro de casa. Desenvolvidos
a partir de 2007, os móveis conquistaram o panorama internacional durante a World
Expo Shanghai 2010, como parte da exposição Farol Nórdicos, e atualmente são super requisitados.
A série
Furnibloom é composta por mesas e cadeiras em plexiglass (uma variação de
poli-carbonato), transparentes, com interior vazado que abrigam pequenas
plantas e flores no seu interior. As peças são feitas com placas de 1 cm de
espessura, coladas nas extremidades, e contam com pequenos furos em todas as
laterais para permitir a ventilação. Os móveis dão um toque de natureza tanto a
ambientes internos como externos.
quarta-feira, 13 de junho de 2012
Alemães reutilizam 1.000 caixas de cervejas e constroem biblioteca ao ar livre
Caixas de
cerveja vazias transformaram uma antiga área industrial em uma biblioteca ao ar
livre na cidade de Magdeburg, na Alemanha. A iniciativa partiu do escritório de
arquitetura Karo Architekten, mas ganhou rapidamente o apoio dos moradores da
cidade após o fechamento da antiga biblioteca do município.
Os mais de
30 mil livros foram doados pelos próprios habitantes durante a construção do
local e podem ser emprestados a qualquer hora do dia sem a necessidade de
carteirinhas, assinaturas ou qualquer outra burocracia.
O espaço
também ganhou uma área verde, um palco para shows e peças de teatro,
tornando-se, assim, o centro cultural da cidade. Detalhe: fica aberto 24 horas!
No total, € 400 mil foram investimentos em toda a obra. Fonte: Brasil Alemanha News/ Foto: Anja Schlamann
quarta-feira, 6 de junho de 2012
GUARAPIRANGA MAIS LIMPA
Segundo os frequentadores dos clubes e
marinas localizados à beira da represa e os moradores do entorno, já estão começando
a surtir efeito as operações do ”Nossa Guarapiranga
- Programa de Proteção e Limpeza do Reservatório Guarapiranga”,
iniciadas pelo governo do Estado em dezembro último, com o objetivo melhorar a
qualidade ambiental de um dos principais mananciais que abastece a região
metropolitana de São Paulo, minimizar riscos à qualidade da água, conter a
ocupação de Áreas de Preservação Permanente (APP), e garantir condições de
múltiplos usos da Guarapiranga, como a prática de lazer e de esportes náuticos.
Foram instaladas 11 barreiras
("ecobarreiras") de contenção de lixo nos deltas dos principais
córregos que deságuam na represa. Também foram contratados 10 botes para
coletar a sujeira retida e um barco para fazer o transbordo do lixo recolhido,
que seguirá para aterros sanitários regulares. A meta é recolher 20 m³ de
resíduos por dia em média.
Durante os dias de semana, pode-se ver os
barcos-dragas realizando essas operações. As ecobarreiras não deixam chegar à
represa nem plástico, garrafa pet, vidro, todo tipo de sujeira. Em abril último,
um barco de grande porte entrou em operação, destinado à coleta de lixo em
profundidades de até 6 metros e, desde maio último, um barco especial vem tirando a sujeira
de águas mais profundas.
Além disso, a Sabesp adquiriu uma segunda
embarcação de porte que cuidará da retirada de macrófitas (algas), cujo
crescimento excessivo tem ocasionado transtornos ao abastecimento público, em
razão do entupimento das grades da captação, e vem afetando o uso das águas da
Guarapiranga para atividades náuticas e de lazer. A Fundação Unesp foi contrata
para fornecer um plano de manejo e controle que definirá as condições da
retirada da vegetação aquática.
Foram investidos R$ 12,2 milhões no
projeto, executado pela empresa VA Engenharia, com duração de 28 meses, ou
seja, até outubro de 2013.
Os benefícios alcançarão diretamente as
cerca de 1 milhão de pessoas que vivem nas proximidades da Guarapiranga e,
indiretamente, 2 milhões de habitantes abastecidos com as águas do manancial na
RMSP.
terça-feira, 5 de junho de 2012
HORTA NA JANELA
No apartamento de Leonor Carneiro Muniz, em plena metrópole paulistana, flores e verduras crescem sem química nem aditivos em simples jardineiras nas janelas e vasos nas varandas. O segredo? Desvelo e amor pelo verde
Silvia Gomez
Casa Claudia - 04/2012
Assim como o garoto Tistu, personagem do livro O Menino do Dedo Verde, escrito pelo francês Maurice Druon, Leonor Muniz faz nascer natureza onde toca. "Vem ver a janela", ela chama. Na típica jardineira de apartamento, crescem pés de alface, hortelã e manjericão. A visão fresca é uma boa surpresa em contraste com a paisagem urbana, ao fundo. "Todo mundo se espanta. E, olha, não uso química: só terra, água e atenção", diz Leonor, que frequenta o Grupo das Margaridas, no Clube Paulista de Jardinagem. Mas não pense que é tão fácil como ela faz parecer - muito menos mágica, como no livro. Essa atenção minuciosa é dada duas vezes ao dia. "Acordo e inspeciono cada folha. Um bichinho pode acabar com o canteiro todo em uma única noite."
ERVAS SEMPRE À MÃO
É uma delícia temperar as receitas com ervas frescas. Imagine então fazer como Leonor, que pode abrir a janela da cozinha, esticar o braço e colher na hora alecrim, tomilho, cebolinha... Na jardineira em frente à pia, ela estrategicamente plantou o que costuma usar nos pratos do dia a dia. Para manter as espécies sempre saudáveis, rega antes de o sol ficar forte, por volta das 9 horas da manhã. Se o dia está muito quente, repete o processo à tardinha. "Mas nunca deixo as plantas dormirem encharcadas", ensina.
MANUAL DE CULTIVO
Experiente, Leonor criou seu método de plantio, que compartilha aqui.
Regue quando o sol estiver brando e jogue a água sobre a terra. Isso evita que as folhas queimem.
Chá de cravo afugenta as formigas: ferva 1 litro de água com uma colher de sopa da especiaria e use para molhar a terra uma vez por mês.
O cheiro forte de uma espécie espanta a praga de outra. Exemplo: plante arruda no canteiro de alface.
Ao misturar espécies, como no vaso em cascata (à esquerda), reúna as que têm as mesmas demandas de sol e água, caso de tomilho, alecrim, manjericão, pimenta dedo-de-moça, cebolinha e salsa.
PREPARE SUA JARDINEIRA
Para não ter problemas com infiltrações - e muito menos com o vizinho de baixo -, é primordial fazer a impermeabilização da jardineira. Sobre o leito vazio, aplique uma tinta asfáltica para concreto e alvenaria (como o Neutrol, da Vedacit/Otto Baumgart). O produto cria uma película contra a umidade. Coloque por cima um pedaço de manta de drenagem e, depois, argila expandida. "A manta impede que a argila entupa os ralos da jardineira", ensina a paisagista Andréa Camasmie. Por fim, preencha com terra.
http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/casa/apartamento-leonor-carneiro-muniz-horta-janela-684307.shtml
A insustentável leveza da sacola
Texto de Afonso Capelas Jr.
Leveza e durabilidade. Flanam ao vento em direção às bocas de lobo, aos córregos e rios, aos oceanos. E são suficientemente duradouras a ponto de permanecerem por dezenas, quem sabe centenas de anos emporcalhando o meio ambiente. Agora, o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), de São Paulo, tomou a iniciativa de responder definitivamente a pergunta que não quer calar: afinal, quanto tempo resiste o material de que é feita uma sacola descartável?
Por meio do seu Laboratório de Embalagem e Acondicionamento (LEA), o instituto iniciou – em outubro do ano passado – um experimento que, em breve, vai demonstrar se são meses, anos, décadas ou até séculos o tempo necessário para que quatro tipos de sacolas desapareçam definitivamente do planeta: de plástico comum, de plástico oxibiodegradável, de papel e de plástico retornável feita de tecido não tecido (TNT). É o primeiro estudo desse tipo feito no Brasil.
Informações sobre a etapa de vida de determinados produtos e seus impactos ambientais em condições brasileiras praticamente não existem no país. Segundo o próprio IPT, em geral, os dados que temos são provenientes da Europa e podem levar a conclusões equivocadas.
O teste do IPT simula a situação de abandono das sacolas nas ruas das cidades, destino mais comum de boa parte desse material. O teste funciona assim: 40 sacolas foram colocadas na cobertura de um prédio do próprio instituto, em grupos de 10 sacolas dos quatro tipos diferentes de materiais. Vão ficar lá durante12 meses à mercê das condições climáticas das quatro estações do ano.
Depois, serão levadas aos laboratórios para testes de resistência mecânica, perda de massa e de cor. Dessa forma, será possível traçar uma comparação direta entre os materiais, porque as sacolas ficam expostas simultaneamente às mesmas condições de temperatura, umidade do ar, chuva, sol e ventos. A tendência é as sacolas se esfarelarem com o tempo.
Com os resultados, a discussão sobre os impactos ambientais das sacolas vão transcorrer com mais propriedade, acreditam os técnicos do IPT. Para a pesquisadora Mara Lúcia Dantas, uma das questões que será respondida diz respeito à eficiência do chamado plástico oxibiodegradável. “Não há consenso sobre a vantagem da adição dessa substância ao plástico”, alerta. E crê que o trabalho vai contribuir para a educação da sociedade, com a conscientização sobre o real impacto do descarte das sacolinhas no meio ambiente.
Os resultados desse interessante estudo do IPT devem ser divulgados no final do ano. Vamos ficar de olho.
Imagem - Adrian S. Pye/Creative Commons
sexta-feira, 25 de maio de 2012
Brasil foi o que mais cresceu, em energia eólica, em 2011
Imagem: ANBA
O Brasil apresentou a maior taxa de crescimento na produção de energia eólica em 2011 – 63% – de acordo com dados do GWEC (Conselho Global de Energia Eólica), publicados em fevereiro deste ano de 2012. Com este registro, o Brasil entra no top 20 dos maiores produtores de energia eólica do mundo, uma lista que continua a ser liderada pela China, com um total de 62 mil MW em parques eólicos – e um crescimento de 47% em 2011.
De acordo com a GWEC, a produção de energia eólica continua a subir globalmente a um bom ritmo, apesar da crise econômica. A grande diferença é que o crescimento, antes puxado pela França, é agora conduzido sobretudo pelos países emergentes da Ásia e América Latina. Portugal continua no top 10: é o décimo maior produtor de energia eólica, com 4.083 MW e 1,7% de quota de mercado global. O Brasil subiu dos 927 MW para os 1.509 MW em 2011, praticamente metade da energia eólica instalada da América Latina.
Segundo o estudo, o sector da energia eólica instalou 41 mil MW de energia limpa e confiável em 2011, elevando a capacidade total instalada globalmente para os 238 mil MW – um aumento de 21%. A energia eólica representa 6% do mercado global de energia, sendo que há hoje 80 países com instalações de eólicas – e 22% destes já passaram dos 1 GW.
“Apesar do estado atual da economia global, a energia eólica continua a ser a tecnologia de geração de energia renovável mais escolhida”, explicou Steve Sawyer, secretário geral da GWEC. “2011 foi um ano difícil, e 2012 não será diferente, mas as bases do setor permanecerão sólidas em longo prazo. Há dois anos seguidos que a maioria das novas instalações estão sendo feitas fora do OCDE – e os novos mercados na América Latina, África e Ásia estão a impulsionar o crescimento do setor.”
Além de China e Brasil, a Índia também é destaque. No BRIC, as instalações de 2011 elevaram a capacidade total do país para um pouco mais de 16 mil MW. “A Índia alcançou outro marco acrescentando mais de 3 mil MW de energia eólica instalados em 2011. Este número possivelmente chegará a 5 mil MW por ano até 2015”, disse Sawyer.
No Brasil, este crescimento deve-se, principalmente, ao Proinfa, programa federal de incentivo às fontes renováveis de energia, que se iniciou em 2004 e finalmente cumpriu sua meta de instalação de parques eólicos. No entanto, o grande boom de eólica ainda está por vir; entre 2009 e 2011, o custo da geração eólica no Brasil caiu vertiginosamente – hoje é o mais baixo no mundo – e leilões contrataram mais de 7 mil MW da fonte, o que deve posicionar o país entre os dez maiores geradores até 2015.
VEJA O RANKING (TOP 10)
China: 62 MW – 26,3%
Estados Unidos: 46 MW – 18,7%
Alemanha: 29 MW – 12,2%
Espanha: 21 MW – 9,1%
Índia: 16 MW – 6,7%
França: 6,8 MW – 2,9%
Itália: 6,7 MW – 2,8%
Reino Unido: 6,5 – 2,7%
Canadá: 5,2 MW – 2,2%
Portugal: 4 MW – 1,7%
Resto do Mundo: 32 MW – 13,6%
Fonte: Green Savers / Portugal
Segredos da primeira folha artificial prática
Ela não é verde, mas é a primeira folha artificial a imitar a fotossíntese de forma simples e barata, embora ainda tenha uma eficiência baixa. [Imagem: Daniel Nocera/ACS]
Há cerca de um ano, a equipe do professor Daniel Nocera, do MIT, anunciou os primeiros resultados daquilo que ele chamou de uma folha artificial prática.
Agora, depois de o trabalho ter sido revisado por outros cientistas, finalmente foi publicada a descrição detalhada do dispositivo.
A ideia das folhas artificiais é imitar o processo da fotossíntese, gerando energia, ou combustível, diretamente a partir da luz do Sol - uma ideia que foi defendida pela primeira vez em 1912, pelo químico italiano Giacomo Ciamician.
Atingindo-se um rendimento mínimo, isto representaria uma revolução na matriz energética mundial.
Existem várias pesquisas na área, com várias abordagens diferentes, mas todas em um estágio ainda bastante inicial de desenvolvimento.
Quebra da água em hidrogênio e oxigênio
A grande vantagem do dispositivo agora divulgado é que, ao contrário dos anteriores, ele se baseia em técnicas de baixo custo para a sua fabricação e dispensou a platina, um dos elementos mais caros usados nas folhas artificiais.
No processo de imitar a fotossíntese, o passo mais importante é a etapa que divide a água em hidrogênio e oxigênio.
A folha artificial possui um coletor solar ensanduichado entre duas películas, que geram a reação necessário para liberar o oxigênio e o hidrogênio.
Quando mergulhado em um frasco com água, à luz do sol, o dispositivo começa a borbulhar, liberando os dois gases: o hidrogênio pode então ser usado em células a combustível para gerar eletricidade.
Um gerador assim integrado, consistindo em uma peça única, é um conceito atraente porque pode ser facilmente deslocado para gerar energia em lugares remotos, eventualmente entrando no mercado em nichos como recarregadores de baterias ou em substituição aos painéis solares.
O silício da célula solar precisa ser protegido da água, e isto é feito, entre outras complicações, usando ITO, o óxido de índio dopado com estanho, o mesmo condutor transparente usado nas telas sensíveis ao toque. [Imagem: Daniel Nocera/ACS]
Até agora, porém, todos os protótipos acenam com custos proibitivos, porque dependem de catalisadores de metais nobres, como a platina, e processos de fabricação ainda não desenvolvidos para escala industrial.
A equipe do professor Nocera encontrou uma forma de substituir a platina por um composto de níquel, molibdênio e zinco (NiMoZn), que é bem mais barato.
No outro lado da folha, para gerar o oxigênio, é usada uma película de cobalto.
Na folha artificial, a membrana fotossintética é substituída por uma junção de silício, uma célula solar, que captura a luz e gera a corrente elétrica na forma de pares elétrons-lacunas.
Na fotossíntese artificial, a enzima básica do complexo de quebra da molécula da água é substituída pelos catalisadores de cobalto e NiMoZn.
Prática, mas ainda não viável
Mas ainda há desafios a vencer antes que a "folha artificial prática" do professor Nocera seja viável.
O silício da célula solar precisa ser protegido da água, e isto é feito, entre outras complicações, usando ITO, o óxido de índio dopado com estanho, o mesmo condutor transparente usado nas telas sensíveis ao toque.
E o ITO não é um material barato e nem largamente disponível.
O segundo degrau a ser vencido é o rendimento: do protótipo tem uma eficiência de 6,2%, o que é muito menos do que as células solares oferecem.
Assim, por enquanto, seria mais prático usar as células solares para produzir eletricidade - a um rendimento médio de 20% - e usar essa eletricidade para fazer a eletrólise da água, liberando igualmente o oxigênio e o hidrogênio.
Mas nenhuma tecnologia nasceu pronta e super eficiente, o que justifica a crença de alguns cientistas de que o futuro energético do planeta está nas folhas artificiais.
Fonte: Inovação Tecnológica - Maio 2012
Casa do futuro une sustentabilidade e eficiência energética
Com informações e imagem da Agência USP - 04/05/2012
Trata-se de uma casa eficiente, sustentável e inovadora, que funciona exclusivamente com energia solar, tanto térmica quanto fotovoltaica.
"A casa tem aproximadamente 47 metros quadrados. Ela conta com cozinha, sala de jantar, sala de estar, banheiro e quarto. O ambiente é projetado para dar flexibilidade de uso.
"Com persianas e móveis o ambiente é alterado, aumentando a área social ou a área íntima," explicou Bruna Mayer de Souza, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), e uma das integrantes da iniciativa.
Residências Energia Zero
O projeto da Ekó House está em desenvolvimento desde o final de 2010.
O protótipo combina elementos de alta tecnologia com soluções tradicionais de arquitetura e engenharia.
No aspecto de pesquisa, diversos itens do projeto e da construção da Ekó House embasam pelo menos uma dezena de trabalhos acadêmicos que resultarão em teses, dissertações e artigos científicos.
Além disso, o desenvolvimento do protótipo está inserido em um convênio entre USP e Eletrobrás, que tem como objetivo principal o lançamento das bases de uma indústria nacional de Residências Energia Zero (REZ) com tecnologia brasileira e adequação às nossas diversas regiões bioclimáticas.
"O projeto busca desenvolver pesquisa sobre Residências de Energia Zero (REZ) para o nosso clima e sociedade. Buscamos tecnologias que levem a um menor impacto ambiental das residências brasileiras," explica a pesquisadora.
Solar Decathlon
O projeto é a proposta brasileira que está concorrendo ao Solar Decathlon Europe 2012, uma competição internacional onde 20 equipes, representando universidades de todo o mundo, projetam, constroem e colocam em funcionamento uma casa sustentável e com eficiência energética.
O Solar Decathlon é dividido em dez categorias, que avaliam as inovações da casa, como sua capacidade de geração e eficiência energética, conforto, qualidade espacial e construtiva, entre outras.
As casas são construídas e testadas localmente e transportadas para o local da competição em Madrid, na Espanha, onde devem ser montadas em dez dias. Lá permanecem em exposição lado a lado por 17 dias, quando estão abertas à visitação do público e são realizadas as provas.
"A casa será levada para Madrid parcialmente desmontada, em contêineres. A estrutura é feita de peças de cumaru e placas de OSB (oriented stranded board) que formam painéis. Esses painéis são preenchidos com lã de vidro para isolamento térmico.
"Como revestimento, são usadas placas cimentícias e, entre os painéis e as placas, também é utilizado revestimento térmico de alto desempenho. Os painéis já irão prontos para Madri, com todas as suas camadas instaladas, inclusive com canos e fios, para lá serem apenas encaixados", explica Bruna.
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