quarta-feira, 27 de julho de 2011

Casca de banana pode despoluir a água

revista Super Interessante


Foto de Fabio Castelo

Só na Grande São Paulo, quase quatro toneladas de cascas de banana são desperdiçadas, semanalmente, nos restaurantes. Foi esse dado, divulgado em uma reportagem sobre desperdício de alimentos, que estimulou a doutoranda em química Milena Boniolo a pesquisar uma utilidade para as cascas de banana. E ela encontrou: despoluir a água contaminada por metais pesados.

O processo é simples e funciona graças a um dos princípios básicos da química: o dos opostos que se atraem. Na casca da banana, existe uma grande quantidade de moléculas carregadas negativamente, enquanto os metais pesados são positivamente carregados. Logo, quando colocada na água, a casca da banana atrai para si os metais.

Para que dê conta do recado, no entanto, ela precisa ter suas propriedades potencializadas. Milena Boniolo também descobriu uma “fórmula” bem simples para isso: em uma assadeira, as cascas devem ficar expostas ao sol por cerca de uma semana. Em seguida, elas são trituradas e peneiradas. No fim, é essa “farofa de casca de banana” que será jogada na água para despoluir o recurso.

Segundo a pesquisadora, 5 mg do pó de banana são suficientes para despoluir 100 ml de água. Mas, para alcançar altos níveis de limpeza, é preciso repetir o processo mais de uma vez. Isso porque, em testes de laboratório, a casca de banana conseguiu “chupar”, de primeira, cerca de 65% dos metais pesados que estavam na água.

Agora, Milena Boniolo procura patrocínio para aplicar essa técnica em grande escala. Já que casca de banana é o que não falta…

Ilha artificial é construída com lixo

Por Consciência Ampla

Para conscientizar a população sobre o problema do lixo nos oceanos, o mexicano Sowa Rishi resolveu construir uma pequena ilha artificial sustentada por mais de 125 mil garrafas pet, coletadas nas praias.

A primeira experiência de Rishi foi em 1998, quando elaborou uma ilha menor também com garrafas pet encontradas nos lixos, que suportaria o peso de uma casa de dois andares, . Mas a ilha foi destruída pelo furação Emily, ocorrido em 2005.

O novo projeto, denominado Joysxee, possui 25 m de diâmetro, paineis solares e diversos tipos de plantações, como mangueiras, cactos e palmeiras. O objetivo é rodar o mundo com a ilha, falando sobre a importância do consumo consciente e da reciclagem.

ONU cria projeto para preservação do peixe-boi no Oceano Pacífico

Animal é ameaçado e corre risco de extinção em até 40 anos, diz órgão.
No Brasil, instituto na Amazônia tem pesquisa para proteger o animal.

Do Globo Natureza, em São Paulo


A Organização das Nações Unidas (ONU) lançou, por meio de seu programa para meio ambiente (Pnuma) o piloto de um projeto que pretende atuar na preservação do peixe-boi no Oceano Pacífico. Segundo o órgão, o animal é ameaçado e corre risco de extinção nos próximos 40 anos.

As principais causas de ameaças são a caça direta e a pesca realizada por engano, de acordo com a ONU. O projeto visa a atuar junto com comunidades locais para estimular mudanças de comportamento, estimulando as pessoas a preservarem o animal.

A medida foi anunciada na República de Palau, na Oceania, em função do Ano do Peixe-Boi no Pacífico, em 2011. Segundo a ONU, o animal vive sobretudo na costa da Austrália e nos Emirados Árabes Unidos, mas também ocorre em mares de ilhas no leste da África.

O peixe-boi é o único mamífero aquático herbívoro e tem função ecológica importante na natureza. O animal ajuda a proteger outras espécies, como baleias, golfinhos e tartarugas, segundo a ONU.

Brasil

A caça ilegal e a vulnerabilidade do animal contra redes de pesca em períodos de seca também ameaça o peixe-boi em rios da Amazônia, no Brasil. Em Manaus (AM), o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) tem um setor especial para tratar bichos da espécie resgatados no estado e desenvolve pesquisas para preservá-los e devolvê-los à natureza.