quinta-feira, 14 de junho de 2012

Primavera com qualquer tempo







Jardins e quintais estão se tornando raridade. Pensando na falta de verde em casas e apartamentos, a paisagista islandesa Dagný Bjarnadóttir criou em parceria com a empresa Furnibloom móveis incomuns que trazem a primavera para dentro de casa. Desenvolvidos a partir de 2007, os móveis conquistaram o panorama internacional durante a World Expo Shanghai 2010, como parte da exposição Farol Nórdicos, e atualmente são super requisitados.

A série Furnibloom é composta por mesas e cadeiras em plexiglass (uma variação de poli-carbonato), transparentes, com interior vazado que abrigam pequenas plantas e flores no seu interior. As peças são feitas com placas de 1 cm de espessura, coladas nas extremidades, e contam com pequenos furos em todas as laterais para permitir a ventilação. Os móveis dão um toque de natureza tanto a ambientes internos como externos.


quarta-feira, 13 de junho de 2012

Alemães reutilizam 1.000 caixas de cervejas e constroem biblioteca ao ar livre


Caixas de cerveja vazias transformaram uma antiga área industrial em uma biblioteca ao ar livre na cidade de Magdeburg, na Alemanha. A iniciativa partiu do escritório de arquitetura Karo Architekten, mas ganhou rapidamente o apoio dos moradores da cidade após o fechamento da antiga biblioteca do município.

Os mais de 30 mil livros foram doados pelos próprios habitantes durante a construção do local e podem ser emprestados a qualquer hora do dia sem a necessidade de carteirinhas, assinaturas ou qualquer outra burocracia.



O espaço também ganhou uma área verde, um palco para shows e peças de teatro, tornando-se, assim, o centro cultural da cidade. Detalhe: fica aberto 24 horas! No total, € 400 mil foram investimentos em toda a obra. Fonte: Brasil Alemanha News/ Foto: Anja Schlamann

quarta-feira, 6 de junho de 2012

GUARAPIRANGA MAIS LIMPA


Segundo os frequentadores dos clubes e marinas localizados à beira da represa e os moradores do entorno, já estão começando a surtir efeito as operações do ”Nossa Guarapiranga - Programa de Proteção e Limpeza do Reservatório Guarapiranga”, iniciadas pelo governo do Estado em dezembro último, com o objetivo melhorar a qualidade ambiental de um dos principais mananciais que abastece a região metropolitana de São Paulo, minimizar riscos à qualidade da água, conter a ocupação de Áreas de Preservação Permanente (APP), e garantir condições de múltiplos usos da Guarapiranga, como a prática de lazer e de esportes náuticos.

Foram instaladas 11 barreiras ("ecobarreiras") de contenção de lixo nos deltas dos principais córregos que deságuam na represa. Também foram contratados 10 botes para coletar a sujeira retida e um barco para fazer o transbordo do lixo recolhido, que seguirá para aterros sanitários regulares. A meta é recolher 20 m³ de resíduos por dia em média.

Durante os dias de semana, pode-se ver os barcos-dragas realizando essas operações. As ecobarreiras não deixam chegar à represa nem plástico, garrafa pet, vidro, todo tipo de sujeira. Em abril último, um barco de grande porte entrou em operação, destinado à coleta de lixo em profundidades de até 6 metros e,  desde  maio último, um barco especial vem tirando a sujeira de águas mais profundas.

Além disso, a Sabesp adquiriu uma segunda embarcação de porte que cuidará da retirada de macrófitas (algas), cujo crescimento excessivo tem ocasionado transtornos ao abastecimento público, em razão do entupimento das grades da captação, e vem afetando o uso das águas da Guarapiranga para atividades náuticas e de lazer. A Fundação Unesp foi contrata para fornecer um plano de manejo e controle que definirá as condições da retirada da vegetação aquática.

Foram investidos R$ 12,2 milhões no projeto, executado pela empresa VA Engenharia, com duração de 28 meses, ou seja, até outubro de 2013.

Os benefícios alcançarão diretamente as cerca de 1 milhão de pessoas que vivem nas proximidades da Guarapiranga e, indiretamente, 2 milhões de habitantes abastecidos com as águas do manancial na RMSP.


terça-feira, 5 de junho de 2012

HORTA NA JANELA



No apartamento de Leonor Carneiro Muniz, em plena metrópole paulistana, flores e verduras crescem sem química nem aditivos em simples jardineiras nas janelas e vasos nas varandas. O segredo? Desvelo e amor pelo verde

Silvia Gomez
Casa Claudia - 04/2012
 

Assim como o garoto Tistu, personagem do livro O Menino do Dedo Verde, escrito pelo francês Maurice Druon, Leonor Muniz faz nascer natureza onde toca. "Vem ver a janela", ela chama. Na típica jardineira de apartamento, crescem pés de alface, hortelã e manjericão. A visão fresca é uma boa surpresa em contraste com a paisagem urbana, ao fundo. "Todo mundo se espanta. E, olha, não uso química: só terra, água e atenção", diz Leonor, que frequenta o Grupo das Margaridas, no Clube Paulista de Jardinagem. Mas não pense que é tão fácil como ela faz parecer - muito menos mágica, como no livro. Essa atenção minuciosa é dada duas vezes ao dia. "Acordo e inspeciono cada folha. Um bichinho pode acabar com o canteiro todo em uma única noite."

ERVAS SEMPRE À MÃO

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É uma delícia temperar as receitas com ervas frescas. Imagine então fazer como Leonor, que pode abrir a janela da cozinha, esticar o braço e colher na hora alecrim, tomilho, cebolinha... Na jardineira em frente à pia, ela estrategicamente plantou o que costuma usar nos pratos do dia a dia. Para manter as espécies sempre saudáveis, rega antes de o sol ficar forte, por volta das 9 horas da manhã. Se o dia está muito quente, repete o processo à tardinha. "Mas nunca deixo as plantas dormirem encharcadas", ensina.

MANUAL DE CULTIVO

Experiente, Leonor criou seu método de plantio, que compartilha aqui.

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Regue quando o sol estiver brando e jogue a água sobre a terra. Isso evita que as folhas queimem.

Chá de cravo afugenta as formigas: ferva 1 litro de água com uma colher de sopa da especiaria e use para molhar a terra uma vez por mês.

O cheiro forte de uma espécie espanta a praga de outra. Exemplo: plante arruda no canteiro de alface.

Ao misturar espécies, como no vaso em cascata (à esquerda), reúna as que têm as mesmas demandas de sol e água, caso de tomilho, alecrim, manjericão, pimenta dedo-de-moça, cebolinha e salsa.


PREPARE SUA JARDINEIRA
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Para não ter problemas com infiltrações - e muito menos com o vizinho de baixo -, é primordial fazer a impermeabilização da jardineira. Sobre o leito vazio, aplique uma tinta asfáltica para concreto e alvenaria (como o Neutrol, da Vedacit/Otto Baumgart). O produto cria uma película contra a umidade. Coloque por cima um pedaço de manta de drenagem e, depois, argila expandida. "A manta impede que a argila entupa os ralos da jardineira", ensina a paisagista Andréa Camasmie. Por fim, preencha com terra.
http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/casa/apartamento-leonor-carneiro-muniz-horta-janela-684307.shtml


A insustentável leveza da sacola


Texto de Afonso Capelas Jr.
Leveza e durabilidade. Flanam ao vento em direção às bocas de lobo, aos córregos e rios, aos oceanos. E são suficientemente duradouras a ponto de permanecerem por dezenas, quem sabe centenas de anos emporcalhando o meio ambiente. Agora, o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), de São Paulo, tomou a iniciativa de responder definitivamente a pergunta que não quer calar: afinal, quanto tempo resiste o material de que é feita uma sacola descartável?
Por meio do seu Laboratório de Embalagem e Acondicionamento (LEA), o instituto iniciou – em outubro do ano passado – um experimento que, em breve, vai demonstrar se são meses, anos, décadas ou até séculos o tempo necessário para que quatro tipos de sacolas desapareçam definitivamente do planeta: de plástico comum, de plástico oxibiodegradável, de papel e de plástico retornável feita de tecido não tecido (TNT). É o primeiro estudo desse tipo feito no Brasil.
Informações sobre a etapa de vida de determinados produtos e seus impactos ambientais em condições brasileiras praticamente não existem no país. Segundo o próprio IPT, em geral, os dados que temos são provenientes da Europa e podem levar a conclusões equivocadas.
O teste do IPT simula a situação de abandono das sacolas nas ruas das cidades,  destino mais comum de boa parte desse material. O teste funciona assim: 40 sacolas foram colocadas na cobertura de um prédio do próprio instituto, em grupos de 10 sacolas dos quatro tipos diferentes de materiais. Vão ficar lá durante12 meses à mercê das condições climáticas das quatro estações do ano.
Depois, serão levadas aos laboratórios para testes de resistência mecânica, perda de massa e de cor. Dessa forma, será possível traçar uma comparação direta entre os materiais, porque as sacolas ficam expostas simultaneamente às mesmas condições de temperatura, umidade do ar, chuva, sol e ventos. A tendência é as sacolas se esfarelarem com o tempo.
Com os resultados, a discussão sobre os impactos ambientais das sacolas vão transcorrer com mais propriedade, acreditam os técnicos do IPT. Para a pesquisadora Mara Lúcia Dantas, uma das questões que será respondida diz respeito à eficiência do chamado plástico oxibiodegradável. “Não há consenso sobre a vantagem da adição dessa substância ao plástico”, alerta. E crê que o trabalho vai contribuir para a educação da sociedade, com a conscientização sobre o real impacto do descarte das sacolinhas no meio ambiente.
Os resultados desse interessante estudo do IPT devem ser divulgados no final do ano. Vamos ficar de olho.

Imagem - Adrian S. Pye/Creative Commons