Segundo os frequentadores dos clubes e
marinas localizados à beira da represa e os moradores do entorno, já estão começando
a surtir efeito as operações do ”Nossa Guarapiranga
- Programa de Proteção e Limpeza do Reservatório Guarapiranga”,
iniciadas pelo governo do Estado em dezembro último, com o objetivo melhorar a
qualidade ambiental de um dos principais mananciais que abastece a região
metropolitana de São Paulo, minimizar riscos à qualidade da água, conter a
ocupação de Áreas de Preservação Permanente (APP), e garantir condições de
múltiplos usos da Guarapiranga, como a prática de lazer e de esportes náuticos.
Foram instaladas 11 barreiras
("ecobarreiras") de contenção de lixo nos deltas dos principais
córregos que deságuam na represa. Também foram contratados 10 botes para
coletar a sujeira retida e um barco para fazer o transbordo do lixo recolhido,
que seguirá para aterros sanitários regulares. A meta é recolher 20 m³ de
resíduos por dia em média.
Durante os dias de semana, pode-se ver os
barcos-dragas realizando essas operações. As ecobarreiras não deixam chegar à
represa nem plástico, garrafa pet, vidro, todo tipo de sujeira. Em abril último,
um barco de grande porte entrou em operação, destinado à coleta de lixo em
profundidades de até 6 metros e, desde maio último, um barco especial vem tirando a sujeira
de águas mais profundas.
Além disso, a Sabesp adquiriu uma segunda
embarcação de porte que cuidará da retirada de macrófitas (algas), cujo
crescimento excessivo tem ocasionado transtornos ao abastecimento público, em
razão do entupimento das grades da captação, e vem afetando o uso das águas da
Guarapiranga para atividades náuticas e de lazer. A Fundação Unesp foi contrata
para fornecer um plano de manejo e controle que definirá as condições da
retirada da vegetação aquática.
Foram investidos R$ 12,2 milhões no
projeto, executado pela empresa VA Engenharia, com duração de 28 meses, ou
seja, até outubro de 2013.
Os benefícios alcançarão diretamente as
cerca de 1 milhão de pessoas que vivem nas proximidades da Guarapiranga e,
indiretamente, 2 milhões de habitantes abastecidos com as águas do manancial na
RMSP.
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