quinta-feira, 27 de setembro de 2012
Carruagem em ponte estaiada de SP chama a atenção para a mobilidade urbana
O trânsito de São Paulo, símbolo mais evidente do problema de mobilidade que as cidades do Brasil enfrentam hoje, acaba de ganhar um novo veículo. Ele é diferente dos milhares de carros que chegam às ruas de São Paulo todos os dias. Na verdade, trata-se do resgate de um veículo antigo, uma carruagem puxada por quatro cavalos só que com concepção do artista plástico Eduardo Srur*.
Conhecido por realizar obras que remetem a problemas da cidade, Srur propõe uma reflexão sobre as formas de transporte utilizadas em São Paulo. O local escolhido para a instalação desta obra, esculpida em escala real, foi a ponte estaiada sobre o Rio Pinheiros, a 30 metros de altura. Para o artista, a ponte não resolve o problema de mobilidade da cidade.
A proposta é alertar para a situação de caos que são Paulo atingiu com muitos carros em circulação, muitas vezes transportando uma única pessoa. Srur diz que seu papel é transformar o olhar das pessoas sobre a cidade.
Sua provocação foi enfatizada no último dia 19/9, véspera do Dia Mundial sem Carro, quando promoveu competição entre uma carruagem – puxada por um cavalo e na qual ele estava, na ciclovia da marginal – e um mini Cooper conversível – dirigido pelo piloto de Stock Car Ingo Hoffman na pista expressa. O resultado? Empate técnico.
Não é de se espantar? O que você achou desta intervenção urbana? Comente aqui!
*Eduardo Srur http://eduardosrur.tumblr.com/
Fonte: Planeta Sustentável (Foto: Eduardo Srur)
Designer italiano cria forno que transforma água salgada em potável
Com uma tecnologia simples, o designer italiano Gabrielle Diamanti desenvolveu um produto capaz de dessalinizar água salgada e transformá-la em água potável. O Eliodomestico, como é chamado o projeto, levou 7 anos para ser concluído e já participou de exibições na Itália, França e Espanha.
A invenção é uma espécie de forno cerâmico dividido em três
partes.
A água salgada é armazenada em um recipiente preto.
Com o calor do sol,
o vapor de água é empurrado por pressão e condensado.
Por meio de um tubo, escorre para a bacia de coleta.
Por meio de um tubo, escorre para a bacia de coleta.
O Eliodomestico não usa eletricidade, não tem filtros,
possui manutenção simples, pode ter bom impacto para a economia local (e nenhum
para o meio ambiente), e tem capacidade de dessalinizar até 5 litros de água em
um dia. Segundo o site oficial do designer, o produto é feito de materiais
largamente usados e disponíveis e as tecnologias envolvidas na produção são
simples e populares. O custo estimado é de 50 dólares. Fonte: Superinteressante (Imagens: Divulgação)
Veteranas de Guerra: ONG condecora árvores centenárias que sobreviveram à urbanização de São Paulo

Para chamar a atenção da população para a importância do verde nas cidades, a SOS Mata Atlântica lançou a campanha “Veteranas de Guerra”, que condecorou com medalhas e placas de bronze 20 árvores centenárias de São Paulo que resistiram à urbanização descontrolada da capital paulista
Originalmente coberta 100% pela vegetação da Mata Atlântica,
a cidade de São Paulo possui hoje apenas 17,5% do bioma em seu território. A
perda do verde na capital paulista aconteceu, sobretudo, por conta da
urbanização desordenada e para chamar a atenção dos cidadãos para isso, a
Fundação SOS Mata Atlântica lançou a campanha Veteranas de Guerra. Com a consultoria de Ricardo Cardim, biólogo, ambientalista
e fundador da Associação Amigos das Árvores de São Paulo, a ONG escolheu 20
das mais antigas árvores da capital paulista para serem condecoradas por
resistirem às ações do homem. As plantas, espalhadas por diferentes regiões de
São Paulo, receberam medalhas de honra e placas de bronze em agradecimento aos
serviços prestados à população.
Entre as espécies centenárias escolhidas pela SOS Mata
Atlântica estão jatobás, ceboleiros, figueiras e jequitibás. A mais antiga árvore que participa da campanha é a Figueira das Lágrimas, localizada no Sacomã, na zona sul da
capital. Com mais de 200 anos de idade, a planta está em um local onde, no
século 19, havia uma estrada que ligava o Porto de Santos a São Paulo. Segundo
a SOS Mata Atlântica, até mesmo Dom Pedro I passou por essa figueira antes de
proclamar a Independência em 1822.
Participe!
No site Veteranas de Guerra, além de conhecer as 20
plantas condecoradas, o internauta pode denunciar locais onde as
árvores estão esquecidas. Basta fotografar a planta que está mal cuidada e
enviar a foto para a SOS Mata Atlântica, junto com um formulário. A denúncia
será enviada, por e-mail, aos responsáveis pela preservação do meio ambiente da
sua cidade para que a situação seja resolvida e você se tornará padrinho e
monitor daquela árvore.
Acesse: http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/ambiente/veteranas-guerra-arvores-centenarias-sao-paulo-sos-mata-atlantica-703067.shtml
Águia ganha bico feito em impressora 3D
A águia Beauty perdeu a parte superior de seu bico após ser baleada. Sua vida só voltou ao normal quando ela recebeu uma prótese feita em uma impressora 3D.
Beauty foi baleada na face em 2005 por um caçador. Os voluntários do grupo Birds of Prey Northwest, dos Estados Unidos, resgataram a águia. Eles imaginavam que o bico se recuperaria novamente, da mesma forma como as garras crescem ao longo da vida.
Porém, o dano foi tão intenso que o corpo de Beauty não conseguiu se regenerar. A águia precisava da ajuda de humanos para se alimentar. Depois de alguns anos, os voluntários pensaram em sacrificar Beauty para que ela parasse de sofrer.
Até que o especialista em aves de rapina Jane Cantwell teve uma ideia. Ele reuniu um time de engenheiros e dentistas para recriar uma prótese de bico para a águia com ajuda de um software de CAD e uma impressora 3D.
O projeto levou mais de um ano para ser concluído. Após uma cirurgia de 2 horas, Beauty conseguiu recuperar sua independência e agora já pode se alimentar sozinha e até mesmo se limpar.
Fonte: Planeta Sustentável (Foto: Reprodução)
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
'Robô-surfista' vai ajudar a monitorar tubarões brancos no oceano Pacífico
Equipamento é movido a energia solar e propulsão das ondas.
Intenção de cientistas é criar rede de informações sobre vida marítima.
Uma equipe da Universidade de Stanford desenvolveu um "robô-surfista" para ajudar a monitorar tubarões-brancos e outros animais marinhos na costa de São Francisco, na região oeste dos Estados Unidos. O equipamento, movido a energia solar e à propulsão da energia das ondas, vai atuar integrado a outros aparelhos instalados em boias pelas águas do litoral.
A ideia é captar sinais sonoros emitidos por animais localizados a até 305 metros da costa. Os dados vão ser analisados por uma equipe da universidade em terra. Os cientistas pretendem criar uma rede marítima de dados, em que a movimentação de predadores e presas vai ser monitorada por uma série de "pontos de wi-fi oceânicos" atracados em boias e por outros "robôs-surfistas".
Os robôs serão responsáveis por captar ondas de som emitidas por dispositivos presos aos corpos de vários tubarões, diz a professora da Universidade de Stanford Barbara Block.
O objetivo é usar a tecnologia para aumentar a capacidade de observar o oceano e calcular a população dos animais, melhorar as técnicas de pesca controlada e monitorar a resposta dos bichos às mudanças climáticas, de acordo com a cientista.
Block avalia que inicialmente só uma parte da costa dos EUA está sendo monitorada. Em alguns anos, a expectativa da professora é "conectar" toda a costa oeste do país, reunindo informações de animais que vão desde peixes de tamanho médio até os grandes predadores como o tubarão branco.
Fonte: G1 - (Foto: Kip Evans/Universidade de Stanford/Divulgação)
Uma equipe da Universidade de Stanford desenvolveu um "robô-surfista" para ajudar a monitorar tubarões-brancos e outros animais marinhos na costa de São Francisco, na região oeste dos Estados Unidos. O equipamento, movido a energia solar e à propulsão da energia das ondas, vai atuar integrado a outros aparelhos instalados em boias pelas águas do litoral.
A ideia é captar sinais sonoros emitidos por animais localizados a até 305 metros da costa. Os dados vão ser analisados por uma equipe da universidade em terra. Os cientistas pretendem criar uma rede marítima de dados, em que a movimentação de predadores e presas vai ser monitorada por uma série de "pontos de wi-fi oceânicos" atracados em boias e por outros "robôs-surfistas".
Os robôs serão responsáveis por captar ondas de som emitidas por dispositivos presos aos corpos de vários tubarões, diz a professora da Universidade de Stanford Barbara Block.
O objetivo é usar a tecnologia para aumentar a capacidade de observar o oceano e calcular a população dos animais, melhorar as técnicas de pesca controlada e monitorar a resposta dos bichos às mudanças climáticas, de acordo com a cientista.
Block avalia que inicialmente só uma parte da costa dos EUA está sendo monitorada. Em alguns anos, a expectativa da professora é "conectar" toda a costa oeste do país, reunindo informações de animais que vão desde peixes de tamanho médio até os grandes predadores como o tubarão branco.
Fonte: G1 - (Foto: Kip Evans/Universidade de Stanford/Divulgação)
Brasileiras no MIT estudam novo combustível criado a partir de CO2
Duas cientistas brasileiras integram a equipe do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês) que estuda como produzir isobutanol, um álcool que pode substituir ou diminuir o uso da gasolina em automóveis e outros veículos, usando o gás carbônico, um dos responsáveis pelo aquecimento global.
Trabalhando há dois anos com a pesquisa, Cláudia Gai, de 33 anos, está fazendo no MIT o seu segundo pós-doutorado. O primeiro ela fez na França, no Instituto Nacional de Ciências Aplicadas de Toulouse. Para chegar ao isobutanol, ela e os outros cientistas manipularam os genes de uma bactéria encontrada no solo, a Ralstonia eutropha, para que ela fosse capaz de produzir o álcool. Fonte: G1 - (Foto: Cláudia Gai/MIT/Arquivo Pessoal)
Leia mais: http://g1.globo.com/natureza/noticia/2012/09/brasileiras-no-mit-estudam-novo-combustivel-criado-partir-de-co2.html
LITORAL DO PAÍS PERDEU 80% DE RECIFES DE CORAIS EM 50 ANOS, DIZ ESTUDO
Estudo inédito mapeou ecossistema existente no Nordeste do Brasil. Poluição
urbana e extração ilegal de corais ameaçam organismos.
Fonte: Globo
Foto: Divulgação/Zaira Matheus
Estudo inédito realizado que
monitorou a saúde dos recifes de corais aponta que nos últimos 50 anos o país
perdeu cerca de 80% desse ecossistema devido à extração e à poluição doméstica
e industrial. O restante existente está ameaçado pelos efeitos da mudança
climática.
O primeiro “Monitoramento de
recifes de corais no Brasil”, executado de 2002 a 2010 pela Universidade
Federal de Pernambuco (UFPE) e pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), aponta
os recifes que existem próximo a grandes
metrópoles do Nordeste, região onde se concentra esse ecossistema, são os mais
prejudicados.
Os dados do estudo foram
divulgados durante a sétima edição do Congresso Brasileiro de Unidades de
Conservação, realizado em Natal (RN) pela Fundação Grupo Boticário, em 24/9
último.
Coordenado pela professora
Beatrice Padovani, do Departamento de oceanografia da UFPE, o monitoramento
constatou a presença de recifes de corais desde a costa nordeste do Rio Grande
do Norte até o Sul da Bahia, se espalhando por cerca de 2 mil km do litoral
brasileiro.
MATERNIDADE ESTELAR
Fonte: Inovação Tecnológica
Imagem: ESO
Uma nova imagem obtida no Observatório de La Silla do ESO
mostra parte de uma maternidade estelar conhecida como a Nebulosa da Gaivota. Esta
nuvem de gás, cujo nome formal é Sharpless 2-292, parece ter a forma de uma
cabeça de gaivota e brilha intensamente devido à radiação muito energética
emitida por uma estrela jovem muito quente que se situa no seu centro.
As nebulosas encontram-se entre os objetos visualmente mais
impressionantes do céu noturno. São nuvens interestelares de poeira, moléculas,
hidrogênio, hélio e outros gases ionizados, onde novas estrelas estão nascendo.
Embora estas nebulosas apresentem diferentes formas e cores, muitas
compartilham uma característica comum: quando observadas pela primeira vez, as
suas formas estranhas e evocativas soltam a imaginação dos astrônomos, que lhes
dão nomes curiosos. Esta região de formação estelar, a qual se deu o nome de
Nebulosa da Gaivota, não é exceção.
A nova imagem mostra a parte da cabeça da Nebulosa da
Gaivota. É apenas uma parte de uma nebulosa maior conhecida formalmente como IC
2177, que abre as suas asas com uma extensão de mais de 100 anos-luz e se parece
com uma gaivota em pleno voo. Esta nuvem de gás e poeira situa-se a cerca de
3.700 anos-luz de distância da Terra. O pássaro inteiro pode ser melhor
imaginado em imagens de campo amplo.
A Nebulosa da Gaivota situa-se na fronteira entre as
constelações do Unicórnio e do Cão Maior, próximo de Sirius, a estrela mais
brilhante do céu noturno. A nebulosa situa-se a mais de quatro centenas de
vezes mais distante do que a famosa estrela.
O complexo de gás e poeira que forma a cabeça da gaivota
brilha intensamente no céu devido à forte radiação ultravioleta emitida
principalmente por uma estrela brilhante jovem - HD 53367 - a qual pode ser
vista no centro da imagem e que poderia ser considerada como o olho da gaivota.
A HD 53367 é uma estrela jovem com vinte vezes a massa do
nosso Sol. Está classificada como uma estrela Be, o que significa que é uma
estrela do tipo espectral B com linhas proeminentes de emissão de hidrogênio no
seu espectro. Esta estrela tem uma companheira com uma massa de cinco vezes a do
Sol, numa órbita extremamente elíptica.
terça-feira, 25 de setembro de 2012
DESIGNER URBANO DE NY DEFENDE PRÉDIOS MAIS ALTOS EM SP
O debate sobre a verticalização de São Paulo costuma acirrar
ânimos. Defensores dizem que uma cidade compacta, com alta densidade de
residências, escritórios e serviços em uma área com infraestrutura suficiente,
aumenta a qualidade de vida. Do outro lado, há quem diga que essa proposta só
aumenta os problemas urbanos já existentes.
O designer urbano Thaddeus Pawloski, que trabalha no
Departamento de Planejamento da Cidade de Nova York e foi um dos palestrantes
de ontem do evento Arq.Futuro, acredita que São Paulo poderia ser uma cidade
melhor se desse mais atenção ao primeiro grupo.
"Áreas no centro da cidade, onde há bastante emprego e
pouca gente morando, poderiam ser muito mais verticalizadas do que são. Grandes
prédios aproximam pessoas do seu trabalho e aumentam o fluxo de pedestres nas
ruas, o que incentiva o comércio e diminui a sensação de insegurança",
afirmou Pawloski.
O designer urbano disse que ficou surpreso ao saber que, na
capital paulista, o limite de área útil que um prédio poder ter é apenas quatro
vezes o tamanho do terreno. "No Empire State Building, em Nova York, esse
coeficiente é de 30 vezes. Em áreas próximas de grandes estações de transporte,
isso poderia ser a regra", contou. Pawloski defendeu medidas que deem
prioridade ao pedestre e criem boas sensações ao se caminhar pela cidade. / Fonte:
Estadão
Brasil adere a consórcio internacional de pesquisas marinhas
O Brasil juntou-se a um esforço internacional de pesquisas marinhas.Agora, o consórcio IODP (Integrated Ocean Drilling Program- Programa Integrado de Perfuração Oceânica) já conta com 26 países membros. O objetivo do projeto é documentar as alterações ambientais no fundo do mar, monitorando e coletando amostras de várias partes dos oceanos em todo o planeta.
Como o nome do programa indica, uma das principais atividades consiste na perfuração do leito dos oceanos para coleta de amostras.
A bordo de navios científicos especializados em perfuração, os cientistas pretendem avançar na compreensão da Terra através da perfuração e coleta de testemunhos de sondagem, monitorando e documentando processos terrestres, ciclos da parte sólida da Terra, a biosfera de subsuperfície e a geodinâmica.
Terremotos e tsunamis
A primeira expedição do IODP contando com pesquisadores brasileiros terá início no mês que vem, na costa da Costa Rica. Os cientistas querem aprender mais sobre os processos que provocam terremotos de grande porte, eventualmente provocando tsunamis. Farão isso investigando uma zona de subducção erodida, uma zona onde a crosta da Terra está retornando para o manto por uma erosão submarina - uma espécie de voçoroca marinha.
A associação do Brasil ao consórcio, patrocinado pela CAPES, permitirá o envio ao exterior de jovens pesquisadores, através do programa Ciência Sem Fronteiras. Fonte: Inovação Tecnológica/Imagem: John Beck
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