O debate sobre a verticalização de São Paulo costuma acirrar
ânimos. Defensores dizem que uma cidade compacta, com alta densidade de
residências, escritórios e serviços em uma área com infraestrutura suficiente,
aumenta a qualidade de vida. Do outro lado, há quem diga que essa proposta só
aumenta os problemas urbanos já existentes.
O designer urbano Thaddeus Pawloski, que trabalha no
Departamento de Planejamento da Cidade de Nova York e foi um dos palestrantes
de ontem do evento Arq.Futuro, acredita que São Paulo poderia ser uma cidade
melhor se desse mais atenção ao primeiro grupo.
"Áreas no centro da cidade, onde há bastante emprego e
pouca gente morando, poderiam ser muito mais verticalizadas do que são. Grandes
prédios aproximam pessoas do seu trabalho e aumentam o fluxo de pedestres nas
ruas, o que incentiva o comércio e diminui a sensação de insegurança",
afirmou Pawloski.
O designer urbano disse que ficou surpreso ao saber que, na
capital paulista, o limite de área útil que um prédio poder ter é apenas quatro
vezes o tamanho do terreno. "No Empire State Building, em Nova York, esse
coeficiente é de 30 vezes. Em áreas próximas de grandes estações de transporte,
isso poderia ser a regra", contou. Pawloski defendeu medidas que deem
prioridade ao pedestre e criem boas sensações ao se caminhar pela cidade. / Fonte:
Estadão

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